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1 de Abril de 2020

O problema é maior que o Bolsonaro

William Douglas
Publicado por William Douglas
há 5 anos

Este país padece de um mal muito sério. As pessoas aproveitam situações para impor suas ideias ou iniciar campanhas sem uma análise razoável anterior. Ou falta serenidade, ou orientação, ou boa-fé. Serenidade, para analisar os fatos. Orientação, para saber que mesmo o adversário, aquele de quem discordamos em tudo, é titular de direitos tão legítimos e amplos quanto aqueles que pensam igual pensamos. Boa-fé, para não nos livrarmos de quem não gostamos utilizando minigolpes contra os eleitores.

Falarei de dois passos importantes para a democracia. Primeiro, que a voz do eleitor não seja ignorada. Segundo, que ao fazer julgamentos (ou seja, aplicar justiça), os erros, ofensas e crimes sejam julgados de forma igual tanto para quem é do nosso partido, quanto do partido adversário. Esse é o ideal a ser perseguido. Por exemplo, do jeito que vão as coisas, alguém, ao ler este artigo, ao invés de refletir sobre seu conteúdo talvez vá dizer que estou defendendo o Bolsonaro, ou até mesmo o estupro. Como professor, contudo, mesmo com o risco de ser mal interpretado, tenho o dever de apontar dois problemas reais: primeiro, dois pesos e duas medidas. Segundo, uma campanha que se aproveita de meio fato para criar um grande golpe.

Estamos acompanhando uma campanha dizendo que frases como a do Bolsonaro estimulam o estupro. Não que eu concorde com o estilo do Deputado, ou com sua infeliz frase, mas convenhamos: nenhum estuprador está consultando as declarações de um parlamentar para decidir se delinque ou não. Analisar apenas o que Bolsonaro falou é meio fato, e justiça só se faz olhando o fato inteiro.

As informações às quais tive acesso dão conta que o Deputado Jair Bolsonaro disse o seguinte: “Há poucos dias, tu me chamou de estuprador, no Salão Verde, e eu falei que não ia estuprar você porque você não merece”. Eu particularmente acho deplorável um cidadão, ainda mais um parlamentar, dizer isso para uma mulher. No entanto, daí a querer sua cassação existe um grande espaço, e digo o motivo. Se a Deputada chamou o Deputado de “estuprador”, há que se admitir que a retorsão à ofensa seja igualmente deselegante. Estamos diante de uma ironia, grosseira sim, mas não de uma apologia ao estupro. Indo além, vi no Facebook um vídeo que apresenta “provas” de que o Dep. Bolsonaro “agrediu” a Deputada. Vendo o vídeo, fica evidente que a Deputada foi em direção a ele e o mesmo tão somente impediu a aproximação física da Deputada. Deploro a grosseria contra qualquer pessoa, em especial uma mulher, mas daí a dizer que houve uma agressão física existe um grande hiato.

Realmente preferia que o Deputado não retrucasse da forma como fez, mas se foi objeto de agressões verbais, não podemos julgar apenas as que proferiu e ignorar as que recebeu anteriormente. Ao ser atacado verbalmente, poderia processar a Deputada, mas parece que sabe que a maioria fala o que quer sem tanta censura. Outro caminho, previsto na lei, é a retorsão da ofensa. Talvez um juiz, como eu, pensasse em processos; um militar tende a atirar de volta. Aliás, no amor e na guerra fala-se que “chumbo trocado não dói”. Ao menos, não deveria. No Parlamento, idem. E se quase meio milhão de brasileiros quiseram alguém com este estilo atuando no Congresso, podemos até criticar o gosto, mas temos que aprender a lidar com isso deferindo direitos iguais para todos. Todos os parlamentares, e todos os eleitores, e jornalistas, qualquer que seja o partido.

Citarei mais uma evidência de que estamos no país das duas medidas. Um Professor de Filosofia da UFRJ, Paulo Ghiraldelli, disse para outra mulher, Rachel Sheherazade, o seguinte: “Votos para 2014: que a Rachel Sherazedo (sic) abrace, após ser estuprada, um tamanduá”. Isso não foi uma ironia, foi bem mais e, mesmo assim, o repúdio foi ínfimo em comparação ao que está sendo dirigido ao Deputado. Existem estupros diferentes? Certamente que não. Isso revela um drama atual do Brasil: dependendo de quem fala, e de quem é a vítima, as reações são diferentes. Anoto que ao ler as demais postagens do professor, não acreditei na (fraquíssima) versão de que foi hackeado. Foi feita apologia direta de estupro direcionada a uma pessoa e não vimos a mesma repercussão, nem a enxurrada de representações que vemos agora. Então, fazer votos de que alguém seja estuprada, se a vítima for essa ou aquela, é menos grave?

Não podemos ter um país onde as coisas valem não pelo seu conteúdo, mas pela posição política de quem as realiza. Alguém não tem o direito de desrespeitar outra pessoa por ser ela de direita ou de esquerda.

O outro problema são as tentativas de golpes ou minigolpes que infestam nosso cotidiano. Neste passo, começo pelas propostas de impeachment e de intervenção militar, claros desrespeitos ao eleitor. Stédile prometeu que haveria guerra se Dilma não ganhasse, e parece que existem Stédiles também do outro lado. Ora, qualquer medida fora dos cânones constitucionais é inaceitável, seja do Stédile, seja de qualquer outro. Existem regras, vamos segui-las.

Entre as regras está o direito de parlamentares falarem praticamente tudo o que quiserem. Há limites, mas não podem ser pequenos, nem fajutos, nem que valham só para o outro lado. O Deputado Bolsonaro representa parcela considerável dos eleitores, fala em nome de quem o elegeu. E não foram poucas pessoas. Daí, não deveria ter o risco de ser cassado senão por um motivo direto, claro, e não de uma interpretação (por sinal equivocada) onde ironia e grosseria em retorno à ofensa sofrida são convenientemente chamadas de apologia ao crime. Querer se livrar de alguém que ganhou as eleições, Dilma, sem seguir as regras é golpe. Querer se livrar de alguém que incomoda por suas opiniões e pelo modo de expressá-las, Bolsonaro, é minigolpe.

Enquanto eleitor, sinto cheiro de virada de mesa: (1) quem perdeu a eleição não quer seguir as regras (elas existem, até para o impeachment); (2) alguns partidos, aproveitando-se de sua maioria na Casa, querem tirar um elemento incômodo. Ambos os desejos, a despeito dos eleitores que os colocaram onde estão. No caso de Dilma, é atropelar as regras do jogo que todos devem seguir. No caso de Bolsonaro, é querer subtrair diversidade e representatividade de uma Casa que tem padecido justamente pela falta de oposição e de pessoas com opiniões que não estão à venda. Podem ser grosseiras, mas são opiniões firmes em um lugar que padece de algumas ilhas de pusilanimidade. O Deputado em risco de cassação por suas opiniões é alguém cujas opiniões e postura são claramente conhecidas por quem votou nele. Querer tirar um parlamentar de oposição e legitimamente eleito, e tão bem votado, é um desrespeito aos eleitores. Eleitores que o escolheram apesar de todos os seus defeitos, já notórios bem antes das últimas eleições. Quase meio milhão de cariocas quiseram colocar em Brasília um desbocado autêntico. Ele pode até ter posturas polêmicas, mas ninguém ouviu falar que leva dinheiro para votar, ou que tem parte no Petrolão. Respeitemos o eleitor.

Aliás, isso me lembra o grande erro da Comissão da Verdade, cujo relatório acabou de ser entregue. Ao contrário do paradigma sul-africano, a nossa comissão não analisou os crimes cometidos de lado a lado, apenas os dos militares. Mas e os crimes dos terroristas? Estes podem ser esquecidos? A Comissão sul-africana era da “verdade e reconciliação”. E tratou de todos os lados do conflito. A nossa, ao tratar apenas dos militares, ao menos tirou o nome “reconciliação”, desde já fazendo a devida confissão de sua parcialidade. Com parcialidade não há a possibilidade de reconciliação. Dois pesos, duas medidas.

As regras legais, de cortesia, de ironia, de retorsão às ofensas e de respeito às autoridades devem valer igualmente para todos, sem distinção de raça, cor, orientação religiosa, sexual ou política. A reação das autoridades e da imprensa também deveria ser a mesma qualquer que fosse a vítima. Como disse um Senador já falecido: ética é ser a favor do certo mesmo quando ele nos prejudica e contra o errado mesmo quando ele nos favorece.

Enfim, o problema maior deste país não é o Bolsonaro, como muita gente quer fazer crer. Cito dois problemas maiores. Um, não querem respeitar a democracia nem as regras do jogo. Parece que a opinião dos eleitores vale menos quando não interessa a quem tem algum poder. O segundo, é que os mesmos atos ou fatos são interpretados de forma diametralmente oposta a depender da simpatia ou antipatia em relação a quem os pratica. No fundo, é um problema único: dois pesos, duas medidas. Seja o do voto, seja o da opinião. Muita gente acha que seu voto ou sua opinião valem mais do que a do outro. A do outro pode ser até crime!

Ainda no campo dos pesos e das medidas, estou cansado de ver pobres não poderem devolver um quilo de arroz, ou um litro de leite, e irem para o presídio passar longo tempo. Espero que isso não seja permitido a quem tem iates e helicópteros. Como proponho na minha campanha “Cansei, quero um país diferente”, ou damos uma anistia geral para todos os ladrões que confessarem seus crimes, ou não podemos aceitar essa gentileza só para os ricos. Proponho três meses de prazo para todos confessarem seus delitos e devolverem a pilhagem. Sejam pobres, sejam ricos; seja o empreiteiro “coitadinho” que não quer que o Brasil pare (prefiro que pare, para que saiam), seja o “guardinha” da esquina. Quem sabe os pequenos corruptos desse país não queiram fazer sua autodelação premiada? Por que só para os ricos?

Enfim, não aceito que empreiteiros possam sair de fininho se os corruptos e os ladrões de galinha não tiverem a mesma chance. Não aceito quererem tirar a Dilma sem seguirem direitinho as regras do jogo. Não aceito tirarem o desbocado do Deputado que não vende seus votos. Talvez eu venha a ser vítima da cultura que critico: aquela onde não julgam mais as falas e os fatos, mas, apenas a pessoa que fala ou os pratica. Como cidadão e professor, friso o problema real do nosso país: dois pesos, duas medidas. Não vou discutir neste momento qual deva ser o peso, ou a medida, mas friso que quando enfim os escolhermos, devem ser os mesmos para todos: para os da direita e para os da esquerda, para os pobres e para os ricos.

447 Comentários

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Não se extrai da frase do ilustre Deputado Bolsonaro nada que caracterize apologia ao crime de estupro, por mais que se esforce. O que pode ser entendido, com clareza solar, é que o referido parlamentar, tendo sido chamado de estuprador pela sua não menos ilustre colega de parlamento, respondeu dizendo-lhe que ela não tinha qualidade para ser estuprada, ou seja, que não era capaz de excitá-lo para esse fim. Não há outra interpretação possível das palavras proferidas pelo preclaro deputado e a afirmativa de que teria este exaltado a prática de estupro é, mera interpretação distorcida e oportunista, na tentativa de colocar em sua boca aquilo que não disse. Quanto a adequação ou inadequação de comportamento do aludido deputado, não somos seu advogado, nem seu corregedor, ressaltando apenas que o mesmo tem, inegavelmente contribuído, de forma valiosa, para a defesa deste país contra o sombrio socialismo bolivariano que nos ameaça. continuar lendo

Excelentes palavras. Dignas de aplausos. Concordo absolutamente. continuar lendo

Desde quando "qualidade" e "estuprada" podem existir na mesma frase?
Absurdo! continuar lendo

"sombrio socialismo bolivariano que nos ameaça"
nesse trecho, é possível definir as causas lhe levaram a pensar em favor do Bolsonaro. continuar lendo

Concordo plenamente! Muito bom. continuar lendo

Comentário perfeito! continuar lendo

palavras de um extremista de direita, defendendo os remanescentes da ditadura!!! continuar lendo

O texto é primoroso. Sobretudo no que concerne aos pesos e medidas. No Brasil o que é correto é o que é conveniente. É conveniente criticar o deputado Bolsonaro? então é correto. Não é conveniente criticar a deputada que o atacou? então a crítica está incorreta. Fui massacrado pela banca que analisou minha Monografia de conclusão do curso de direito exatamente porque em todo o trabalho me esforcei para demonstrar que no Brasil havia duas Justiças: a justiça para o pobre (punitiva) e a justiça para o rico (permissiva). Disseram-me que eu não tinha experiência acadêmica suficiente para discutir um tema tão complexo e espinhoso. Como se isso não fosse de clareza solar. Pergunte a um mendigo se a justiça brasileira é igualmente aplicada aos ricos e aos pobres. Façamos a mesma pergunta a um intelectual das letras, a um médico, a um servente de pedreiro. Pergunte à presidente Dilma e ao Presidente do STF. Todos responderão a mesma coisa que o mendigo. NÃO. De todo modo, é um alento que um magistrado se posicione dessa maneira. Mas o problema não se resume apenas às classes sociais. O problema, insisto, é a conveniência. Se eu entrar em um supermercado e tentar sair sem pagar a mercadoria serei preso. Mas um bando de “Sem Terra”, “Sem Teto” ou “Sem Qualquer Coisa” ameaçou invadir e destruir um supermercado em Contagem/MG se o proprietário não distribuísse 250 cestas básicas para serem divididas entre eles. E o que fez o Estado? Absolutamente nada e o empresário ficou no prejuízo. Não é conveniente aplicar a Lei contra grupos organizados, pois pode trazer prejuízos eleitorais. Mas a Lei não é para todos? Deveria ser, mas não é conveniente. Não gosto do Sr. Bolsonaro. Acho-o mesmo uma pessoa de ideias e de ideais tacanhos e medíocres. Mas temos que respeitar aqueles que o colocaram no poder. Nosso regime de governo é a Democracia Representativa. Portanto, temos que aceitar os “Tiriricas”, os “Bolsonaros” e os “Garotinhos” do mesmo modo que aceitamos os gênios e os intelectuais. De outra forma seria uma ditadura. É assim ou teremos que procurar um outro regime de governo. continuar lendo

Sombrio socialismo bolivariano?? Meu deus, vocês realmente acreditam nisso ou é apenas uma história inventada e distorcida para tirar o PT do Governo? A última alternativa, apesar de tão preocupante quanto a primeira, ao menos indicaria que o povo não seria tão burro, mas apenas "esperto"! Em que nação socialista "bolivariana" os bancos PRIVADOS lucram tanto e mandam no país? E as empreiteiras PRIVADAS?? Falam tanto do investimento no porto de Cuba, mas quem seria o grande beneficiado? A Odebrecht (sei lá como escreve), uma grande empreiteira.

Os maiores favorecidos seguem sendo as grandes corporações privadas, que mandam no país, como as de telecomunicação, financeiras, construtoras... E sempre com o apoio do Governo! Não há de socialismo no Brasil, mas apenas uma ideia de favorecimento de classe menos favorecidas, o que é absolutamente justo e legítimo, apesar de muito mal aplicado pelo Governo.

Quanto ao Bolsonaro (que era o tema do artigo, apesar da tendência marcante de sempre falarem do Governo), também acho que o episódio do "estupro", apesar de lamentável, com certeza não evidencia qualquer conduta capaz de admitir a cassação do deputado.

Agora defender o Bolsonaro e alegar que tem contribuído valiosamente para a defesa do país é zombar da cara da população, principalmente daqueles que lutaram pela democracia (o cara é filho e adorador da ditadura militar) e das minorias e classes menos favorecidas.

Por favor, né?!

Por fim, acho que o nosso Governo é deplorável, assim como é deplorável nossa oposição e, principalmente, o cidadão Bolsonaro. continuar lendo

Se vê no comentário do Valdir Nei uma ausência grotesca de conhecimento acerca de Direita e Esquerda política. No comentário acima não há um indício de que o Dimas é extrema Direita. Chega a ser uma piada. continuar lendo

Vou tentar aliviar as coisas para o Bolsoonada. O que eu entendi foi o seguinte. Ele disse, Que não a estupraria por ela não merecer.Assim como ela não merecê, ninguém merecê.
Talvez tenha faltado clareza. Se ele dissesse, não vou estrupa-la, pois sou contra tal ato, e nenhuma mulher merecê passar por isto. continuar lendo

Cada vez que alguém diz que o Brasil está com ameaça de virar "socialista", e uma ditadura "bolivariana", um banqueiro ou um empreiteiro morre de rir. continuar lendo

Parabéns Dimas Carneiro pelas palavras. A Mídia e os Comunistas procuram distorcer tudo. Por ser Bolsonaro, praticamente a única resistência que os PTralhas encontram dentre os políticos. continuar lendo

O que é evidente, com "clareza solar", é que o professor William, se não é eleitor do Dep. Bolsonaro é, no mínimo, seu simpatizante.
Eu, como não sou eleitora do deputado e nem da deputada, percebi, com clareza solar, que muitos outros também o são. Não me surpreende nem um pouco as estarrecedoras votações em Tiriricas, Malufs e similares.Guardadas as devidas proporções, claro, e os devidos malefícios, ou seriam malufícios? O que está em questão (pelo menos deveria estar) é o DECORO parlamentar e não esta briga de lavadeiras, do tipo "bateu, levou", que muitos aqui parecem achar justa. Num país sério da Europa ou nos EUA, este que se diz deputado teria que dar MUITAS explicações. continuar lendo

Excelente texto do Prof. William Douglas.
Houvesse em nosso país mais análises sinceras e coerentes não estaríamos na situação de atraso em que nos encontramos. continuar lendo

Muito bem, Dimas Carneiro! Concordo. continuar lendo

Problema MAIOR do que o Bolsonaro são as pessoas que votam nele e também as que utilizam espaços para defender as idéias e posições dele, fazendo uma "cortina de fumaça", uma mistura de enrolando com escondidinho, que qdo saboreamos não conseguimos definir o gosto, é uma misturança total. Seria bem mais ético e lógico dizer: "Eu apóio o Dep. Bolsonaro, que no caso específico mencionado, foi ofendido pela Dep. M. do Rosário". Eu, ao contrário, consegui entender (e tantos outro tb conseguiram) que o Dep. Bolsonaro, num FLAGRANTE ATO FALHO, deixou bem CLARO seu íntimo, sua índole, deixando escapar que estupraria, SIM, desde que a vítima fosse bonita e/ou gostosa, atributos que a Dep. Maria do Rosário não tinha, a seu critério. O problema é MUITO, MUITÍSSIMO MAIOR mesmo, é de ANALFABETISMO FUNCIONAL ou de MÁ FÉ. Pessoas que não entendem o que leem, ou só entendem o que querem e outras que usam de subterfúgios para enganar pessoas desavisadas ou de boa fé. E, infelizmente, o nosso Congresso oferece o "bastantão" Enrolando com Escondidinho, requentado, comprado e vendido por muitos aqui. continuar lendo

Problema MAIOR do que o Bolsonaro são as pessoas que votam nele e também as que utilizam espaços para defender as idéias e posições dele, fazendo uma "cortina de fumaça", uma mistura de enrolando com escondidinho, que qdo saboreamos não conseguimos definir o gosto, é uma misturança total. Seria bem mais ético e lógico dizer: "Eu apóio o Dep. Bolsonaro, que no caso específico mencionado, foi ofendido pela Dep. M. do Rosário". Eu, ao contrário, consegui entender (e tantos outro tb conseguiram) que o Dep. Bolsonaro, num FLAGRANTE ATO FALHO, deixou bem CLARO seu íntimo, sua índole, deixando escapar que estupraria, SIM, desde que a vítima fosse bonita e/ou gostosa, atributos que a Dep. Maria do Rosário não tinha, a seu critério. O problema é MUITO, MUITÍSSIMO MAIOR mesmo, é de ANALFABETISMO FUNCIONAL ou de MÁ FÉ. Pessoas que não entendem o que leem ou entendem o que querem e outras que usam de subterfúgios para enganar pessoas desavisadas ou de boa fé. E, infelizmente, o nosso Congresso oferece o "bastantão" Enrolando com Escondidinho, requentado, comprado e vendido por muitos aqui. continuar lendo

Integral apoio às suas palavras!! continuar lendo

Muito bem colocado caro Dimas!

E você, meu caro Victor Dutra, numa democracia o povo escolhe os seus representantes (lembra?), no nosso caso escolhemos por aquilo que eles nos oferecem (isso é zombaria? Não, isso é triste!), em especial, bolsas, bolsas e mais bolsas!!!! ...agora, quando se oferece LIMITES, porque para se ter ordem e progresso nessa "democracia", é necessário ter limites, é preciso que se coloque barreiras que direcionem todos ao mesmo caminho (progresso), para que essa nossa liberdade de impor limites (que começa no expressar) que é tão incriminada, seja engolida pela libertinagem depravada (que é pra onde estamos caminhando).

Quanto a pessoa Dep. Bolsonaro, acredito ser um ser extravagante nos seus ideais, e me permita dizer, estamos precisando de muitos como ele, que não fique por trás de "tu me dá isso que eu faço isso" nessa pobre política brasileira que prioriza a economia EM DETRIMENTO do ser humano!
Isso meu cara sim é zombaria, mas não é do povo, não! continuar lendo

Os comentários que criticam o texto e a postura do Bolsonaro são tão pueris que chega ser absurdo contrapô-los seriamente. Teve um até que que disse que num Estado "Bolivariano" as empreiteiras não lucrariam kkkkk, ou seja, além de desconhecer totalmente que as empreiteiras é que financiam o enriquecimento do PT e seus asseclas, o que denota até um certo grau de debilidade, desconhece ainda até mesmo o deus da esquerda Kaul Marx, e seus asseclas, Antônio Gramsci e Tutti quanti, que já entenderam que somente se socializa uma nação se não mexer no capitalismo.

Apenas para lembrar aos menos afortunados, capitalismo é um sistema econômico, socialismo é um modelo de comportamento cultural, portanto, ambos podem coexistir facilmente, veja a China, por exemplo. continuar lendo

Texto simplesmente irretocável!

Sempre foi assim: dois pesos, duas medidas. Só que, agora, com as redes sociais em efervescência, as incoerências ficam mais evidentes.

Nota-se, com facilidade, que muitos usuários, principalmente do Facebook, sequer percebem o quanto são hipócritas, pois são pessoas que , de manhã cedo, postam um efusivo "bom dia", acompanhado de alguma citação bíblica, de Chico Xavier, dos campeões de citações - Caio Fernando Abreu e Clarice Lispector (muitas das quais sequer são de autoria deles) - ou de algum filósofo consagrado, mas, logo em seguida, destilam suas convicções políticas de forma violenta e segregacionista, contrariando totalmente o que propagaram mais cedo em suas postagens altruístas.

A velocidade com que as coisas caminham hoje em dia tem colocado o pensar em um plano muito abaixo da vontade de parecer inteligente. Como diz Lenio Streck, tudo hoje está muito "tuitado"; atualmente o "pensar" se condensa em 140 caracteres. Então, consequentemente, não há espaço para a devida reflexão que casos da maior gravidade requerem.

Parabéns, professor, por mais essa exortação.

Cordial abraço! continuar lendo

Vou concordar contigo em parte, porque os posicionamentos do Professor embora ambivalentes e dignos, traz vários elementos dispersos do tema e associações paralelas de uma forma um pouco vaga. Mas devo elogiar a observação pertinente quanto aos discursos e respostas emocionais, essa efervescência emocional brasileira tantas vezes exortadas pela Rede Globo. A falta de inteligência emocional definida pelo Daniel Goleman é uma triste e real fotografia da sociedade brasileira. Ele define esse déficit em três pontos, 1- Baixa Resistência a Frustração, o que explica essa violência, esse desejo incessante de criminalização das condutas moralmente não aceitas, sempre de forma extremada,(falou isso tem que ser preso, vestiu isso tem que ser preso, fez isso tem que ser preso), não a toa que os conflitos familiares e sociais são respondidos por agressões físicas de dominação através do uso primitivo da força. Para toda a frustração há uma resposta violenta e desmedida. 2- O imediatismo do Prazer, claramente demonstrado pela atratividade a baladas, drogas, festas, sexo, religiosidade (a crença da solução rápida através do milagre) sempre acompanhada de euforia e histeria. Assim não há como o estudo, o desenvolvimento pessoal, as mudanças culturais, o respeito aos sistemas de cooperação humana que são mediatos, não é a toa que parcela da população odeia o Devido Processo Legal, o contraditório, a presunção de inocência, justamente pelo imediatismo de terem sua satisfação imediatamente concluída. 3- A Falta de Empatia, a cultura da dominação, os métodos de justiça através da violência, a não colocação no lugar do outro é um retrato do que encontramos na sociedade, do jeitinho brasileiro aos crimes e violências diárias. Os motivos sempre são egoísticos, seja por empresas e conglomerados ao exercerem a Governança, seja na violência familiar, há sempre uma falta de compreensão das necessidade dos outros. Assim, essa oscilação amorosa cristã para ódio e desejo da ira de Deus é o triste realidade de uma sociedade severamente controladas pelas emoções, e isso, é e sempre foi, um prato cheio para os manipuladores de emoções. Em especial a mídia oligárquica concentrada brasileira, que não há na Europa e EUA (não nos termos do Brasil), potencializa os efeitos danosos na mente do povo brasileiro, e a cada dia escolhe em que o brasileiro vai pensar, se preocupar, vai sentir, se comportar, se vestir e etc. O apelo para dominação não é cognoscível, é emocional. continuar lendo

Excelentes colocações, caro Andre!

Concordo com a maior parte do que você disse, pois não consigo ver dispersão ou vagueza no posicionamento do articulista. Penso que ele foi bastante claro no texto, simplesmente dizendo que todo fato deve ser analisado em sua integralidade, e não de forma parcial e conforme as conveniências cujas causas você bem apontou em seu comentário. Bem, na minha visão o texto está perfeito. Voltando ao seu comentário (na verdade uma verdadeira análise), penso que você deveria trabalhá-la e transformá-la em um artigo. É só uma sugestão, pois achei realmente inteligente, bem diferente de muitos comentários que são postados aqui, que mais parecem as página do G1, R7 etc. Pense nisso. Um abraço! continuar lendo

Imparcialidade falou alto, parabéns Dr. pelo artigo.
Exprimiu a essencial do que acontece em nosso país.
Com a falta de democracia e a hipocrisia. continuar lendo

Falam tanto em ditaduras, mas, a ditadura no Brasil foi mamão com mel. Na época tínhamos segurança educação e saúde é hoje o que temos com a democracia, analisem, sem hipocrisia. continuar lendo

saúde e educacao PRA QUEM, cara palida? continuar lendo

para muita gente Mari...claro...o que não acontece hoje
Hoje existem bolsas e cotas para esconder a total falta de comprometimento e qualidade do ensino
Tanto no que se refere ao tratamento dado aos professores quanto à estrutura física das escolas.
tudo para enganar pessoas medíocres.... continuar lendo

E já que a maioria acredita que estamos (mesmo) em uma democracia, caso o dep.Bolsonaro seja candidato à presidente em 2018, votarei nele, pois creio ser ele, um dos poucos que conseguirá enquadrar as centenas de ladrões que roubam o país, podendo mesmo leva-los á prisão. continuar lendo

Mari Ropelato,
Em 1964 eu tinha 12 anos, estudava em escola pública, de ótimo padrão. Fui assim até concluir o ensino médio e consegui entrar em uma faculdade e completar meu curso. Meu pai era taxista e vendedor. Não sou QUEM, como voce classifica, erroneamente, os que à época, tinham saúde e educação (pelo menos esta, de qualidade). Não sou defensor da ditadura (tive parentes peerseguidos), porém não sou obtuso a ponto de achar que esta dita DEMOCRACIA é o que queremos. Está muito longe disso, e aqueles que deveriam implementá-la já deram mostras de seu caráter, traindo os princípios que os levaram até o poder (vide as ultimas promessas de campanha e o que está sendo efetivado)... continuar lendo

Excelente texto!
No tocante aos de direita e os de esquerda, claro que sempre é possível haver excessos de ambos os lados, mas a turma da esquerda é mestre em distorcer os fatos quando lhes convém, como neste caso em que a expressão usada pelo deputado "não merece ser estuprada" ganhou todo um vulto como um mero pretexto da esquerda para cassar um legítimo representante da direita, o Bolsonaro (do qual sou eleitor). A mesma expressão "uma mulher merece ou não ser estuprada" foi usada na tosca pesquisa do IPEA (distorcendo, inclusive, sua função que é de fazer pesquisas econômicas, não sociais), e a mesma expressão era vista de forma diferente naquele contexto. Puro oportunismo de esquerda.

Mais incoerências:
1. A turma do MST, Marcha das vadias, etc. podem invadir o plenário da Câmara quando quiserem que está tudo bem. Quando manifestante de direita foram ao plenário para protestarem, foram brutalmente expulsos pelos seguranças da Casa, inclusive com a lamentável cena de uma senhora de quase 80 anos tomando uma "gravata" de um segurança;
2. No mesmo episódio, um manifestante gritou a uma senadora: "Vai pra Cuba!". E, imediatamente, uma parlamentar comunista disse que não admitiria que uma colega fosse chamada de "vagabunda"! Talvez a parlamentar deva fazer uma audiometria;
3. Se alguém diz apenas ser contrário ao casamento gay, sem ofender ninguém, é logo taxado de "homofóbico". Ou seja, ninguém pode pensar diferente. Onde está a liberdade de expressão e de opinião?

A lista é longa... vivemos dias bem complicados, onde somos "patrulhados" o tempo todo pela turma do "politicamente correto". continuar lendo

Tudo bem, Ivanil Agostino.
Tirando o foco do lamentável episódio envolvendo o seu deputado fascista e desequilibrado, e agora refletindo bem, faço a indagação: que tipo de ser humano é representado por este deputado (sincero ou debochado) que não dissimula o quão radical, prepotente e retrógrado conservador o é?
É esse tipo que você quer como líder?
É triste, mas tenho que admitir, que Hitler se fosse vivo e brasileiro, seria garantida uma cadeira na câmera... continuar lendo

Fidel, seu nome já te define. Quem é mais boçal, o Bolsonaro, eleito com quase meio milhão de votos, ou os Paulo Ghiraldelli´s e Stédile´s da vida, que não representam ninguém pois nunca foram para avaliação nas urnas? continuar lendo

Verdade sr. Fidel; mesmo por que nosso congresso nacional, abrigou e abriga (por conta dos eleitores sem noção) Zé Dirceu,Lula,Vicentinho, José Genoino,J.Paulo Cunha,Tiririca,Jandira,Maria Rosario, Maluf, etc. ufa!!! a lista é enorme, e portanto qual a diferença de Jair Bolsonaro também estar lá ?
Dos 513 deputados e 81 senadores que compõe o Congresso Nacional, poucos meu caro, muito poucos merecem estar lá, acho que dá para contar nos dedos os que realmente legislam em pról daqueles que o elegeram.
Jair Bolsonaro tem uma qualidade que falta aos demais; "acredita no que prega" e pelo menos é nacionalista e patriótico", enquanto BOA parte desses 594 do congresso, só acreditam em suas contas em paraisos fiscais.
E digo mais; caso Bolsonaro seja realmente candidato a presidente em 2018, terá meu voto, porque elegendo-o, sei que meu voto não irá para nenhum corrupto.
Saudações ! continuar lendo

Sabe quem era a turma do politicamente correto na ditadura? Os militares, não podia se fazer piada de militares, que tu irias para porrada, seria um subversivo. Que depois fala da ditadura de tacão do medo de Cuba mas a apóia o candidato que apóia e fantasia a ditadura de tacão do medo do Brasil. Eu sou contrário à qualquer ditadura, da URSS, Cuba, Brasil e demais na América Latina, espanhola, italiana , portuguesa, e etc. Sou democrático, republicano, e apoio os direitos e garantias legais. Sou a favor da liberdade, igualdade e fraternidade, ideais que teu candidato e demais viúvas da ditadura abominam, aliás com a ditadura que apóia nem poderia existir um jus Brasil para se manifestares. O dono do jus Brasil já teria sido preso e amordaçado por criar um ambiente de idéias, pensamentos e reflexão tão democrático. E ainda fala de incoerências. . (sic) continuar lendo