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13 de Dezembro de 2018

Neymar e a liberdade religiosa

A controvérsia e a bem-aventurança.

William Douglas
Publicado por William Douglas
há 3 anos

Após Neymar usar uma faixa escrito “100% Jesus” na testa, Juca Kfouri e Marcelo Rubens Paiva publicaram comentários em seus respectivos blogs. Reproduzo-os a seguir comentando cada um deles.

Na Copa do Mundo, ano passado, o genial brasileiro vendeu cuecas e depois negou. Agora, na Liga dos Campeões, pôs Jesus no jogo desnecessariamente, como já havia feito antes, sempre esquecido de que os derrotados também podem tê-lo em seus corações. Seria tão melhor se certas intimidades fossem como deveriam ser, isto é, apenas íntimas. Até porque, convenhamos, precisar Neymar não precisa. (Juca Jfouri[1])

Caro Juca,

Gosto de você. Quanto ao seu comentário, no entanto, quem tem que ir "menos" é você. Menos, Juca, menos. Menos desrespeito à liberdade religiosa. Menos preconceito religioso, Juca, menos.

Anoto que não acho boa a ideia de pressupor que o gesto da testeira seja igual ao da cueca. Pode até ser que um dia aparece uma marca “100% Jesus” à venda, mas não me parece que tenha sido um movimento comercial. Você está julgando mal o rapaz, é o que acho.

Você disse que ele citou Jesus “desnecessariamente”. Quem lhe colocou na posição de censor da religiosidade do Neymar? Ainda que celebridade, Neymar tem o direito a ter e a expressar sua fé. Aliás, toda pessoa tem o direito de professar sua fé na forma como julgar adequada. Isso está em todas as declarações de Direitos Humanos e na nossa Constituição Federal.

O fato de você, ou qualquer outra pessoa, não querer expressar sua fé não significa que seu modo de ver as coisas seja o correto. Você considera isso uma “intimidade”, mas quem disse que o Neymar ou qualquer outro tem que considerar sua fé algo “íntimo”? A fé também tem foro íntimo, mas não tem que ficar limitada a esse plano. Se pesquisar um pouco a Bíblia verá que faz parte da religiosidade cristã assumir a fé. Querer levar a fé para o íntimo, circunscrita a espaços privados é um postulado materialista que não tem base legal, constitucional etc. Não aceitamos essa ideia de guetos. Não aceitamos a ideia de degredar nossa fé em Jesus. Isso é Jesusfobia.

Voltemos ao que pensam os cristãos. Jesus disse: “Quem, pois, me confessar diante dos homens, eu também o confessarei diante do meu Pai que está nos céus. Mas aquele que me negar diante dos homens, eu também o negarei diante do meu Pai que está nos céus” (Mateus 10:32,33). Então, confessar Jesus como fez Neymar, é algo típico da fé cristã.

Jesus também diz para sermos brilhantes e darmos a Deus toda a glória por isso. Isso foi o que Neymar fez. Brilhante, você mesmo disse que ele foi. Jesus disse: “Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus” (Mateus 5:16).

Juca, você também criticou Neymar dizendo que ele estaria “esquecido de que os derrotados também podem tê-lo em seus corações”. Ora, desde quando o vencedor agradecer a Jesus significa que os derrotados não têm ou não poderiam ter Jesus? Cito aqui outro cristão que honra a Jesus: o zagueiro David Luiz. Quando ele fez aquele belo gol na Copa, disse que dava toda a glória a Jesus. Direito dele fazer isso. Ou você dirá também... Menos, David Luiz, menos? Cito o caso, pois quando levamos o 7 x 1 da Alemanha o mesmo David Luiz teve em Jesus consolo e companhia em um momento difícil. É assim, Juca: Jesus está conosco em todos os momentos.

As únicas coisas certas que você falou nessa matéria foram, uma, que Neymar é brilhante e, outra, que, “convenhamos, precisar Neymar não precisa”. Realmente não precisa. Ele poderia ficar calado e atender aos reclamos de uma sociedade que persegue a fé e critica toda manifestação religiosa. Ele poderia ficar calado, sim, mas agiu como cristão. Ele assim fez porque quis, porque é um direito dele, porque quis honrar a Jesus.

Jesus, a quem cito novamente, antecipou a notícia da sua crítica ao Neymar. Sim, Juca, Jesus profetizou que você iria criticar Neymar. Está no Sermão do Monte, em Mateus 5:11 e 12: “Bem-aventurados serão vocês quando, por minha causa os insultarem, perseguirem e levantarem todo tipo de calúnia contra vocês. Alegrem-se e regozijem-se, porque grande é a recompensa de vocês nos céus, pois da mesma forma perseguiram os profetas que viveram antes de vocês”. Então, só posso dizer uma coisa: Bem-aventurado, brilhante Neymar, Bem-aventurado!

Outra coisa comum nos cristãos, eu faço agora, que é um convite: Juca, se você deixar Jesus entrar no seu coração vai ser muito bom. Ele traz descanso para nossas almas, ele é manso e humilde de coração, o seu jugo é suave e o seu fardo é leve (Mateus 11:28,30).

Deve ser idolatrado por crianças palestinas, africanas, asiáticas, árabes, eslavas, por ortodoxas, judias, muçulmanas, budistas, agnósticas (32,2% da China), xintoísta, hinduístas (mais de 1 bilhão).

Mas decidiu homenagear apenas um grupo religioso, na sua grande conquista (o único jogador do time com uma faixa no cabelo): 100% JESUS.

Neymar foi o assunto mais comentado do Twitter no final da tarde de ontem. Muitos não entenderam a faixa. Foi um dos nomes do jogo, com uma assistência genial, uma arrancada e um gol no final. Com Messi baleado, infernizou a defesa adversária, roubou bolas, teve um gol anulado, cavou faltas. Era sábado, final da Champions, o jogo de clubes mais esperado do ano. Barça contra Juve, dois times 5 vezes campeão. A escola espanhola contra a italiana.

Graças a NEYMAR, deu Barça, o time que “é mais que um clube” (seu slogan). O jogo teve quase 1 bilhão de espectadores no mundo todo. Barça talvez seja o time mais popular. Neymar, um dos 3 grandes ídolos internacionais, com Messi e Cristiano Ronaldo, empatados na artilharia da Champions.

Fãs que acompanham o jogador há anos logo lembraram que, em outras finais importantes da carreira, ele comemorou com a mesma faixa. Perguntei no Twitter, por quê?

Muitos disseram que ele é livre para manifestar sua fé. E é mesmo. Apesar do time que até 2013 se vangloriava de não ser patrocinado por nenhuma empresa, ser agora patrocinado pela Qatar Airways, do país Catar (Qatar), em que 80% são muçulmanos, seguidores do Islã.

“100% mico”, tuitaram alguns.

@mendesoswaldo tuitou: “100% Jesus é para o Santos não cobrar sua (dele) parte?”

@bel_fernanda: “Para dar um de bom moço pra torcida do Brasiiiillll”

@psergiomatos: “Pra quem tá com a Receita no encalço tudo pode ajudar…”

@jumio: “0% pra Receita Federal”

@DonCrspulo: “Completou o Download”

O apresentador e meu ex-vizinho Sidney Garambone: “Jesus é catalão?”

Sou fã de Neymar, e mais ainda de Jesus. Mas sei que cada um deve estar no seu tempo e lugar. 100% desnecessário. (Marcelo Rubens Paiva[2])

Caro Marcelo Rubens Paiva,

Critiquei a intolerância e preconceito do Juca Kfouri. Depois, li sua matéria e a primeira coisa que pensei foi: esta aqui foi educada, inteligente, bem escrita etc. Parabéns pela sua cordialidade e argumentos. Mesmo assim, permita-me discordar de alguns pontos.

Acho que talvez Neymar esteja mal assessorado, mas em pontos como os que tratam dos problemas tributários. Ele, como todo brasileiro, é achacado pelo furor fiscal e espero que resolva logo essa desagradável questão.

Discordo, porém, da sua visão de que ele quis homenagear apenas um grupo religioso. A meu ver, ele quis homenagear Jesus mesmo. De fato, se fosse para fazer “média”, poderíamos fazer uma lista “melhor” de coisas para colocar na testeira.

Acho que ele tem o direito de não ser patrocinado, se vangloriar disso, e mudar de ideia. Por que não teria? E se 80% das pessoas no Qatar são muçulmanos, penso que ele merece nosso aplauso por não se curvar mais aos interesses comerciais do que ao seu Deus. Criticam-no por ser “marqueteiro” e esquecem o quanto ele se “queima” ao assumir a faixa. Basta ver o quanto “bateram” nele por assumir sua fé. Paradoxo, não?

Sobre o mundo muçulmano, vale dizer que Jesus é considerado o terceiro profeta mais importante do Islã, o que não impede de cristãos estarem sendo assassinados e violentados, e estarem perdendo casas e empregos por lá. Não sei se a faixa do Neymar fará algum efeito, mas imagino que tenha seu lugar em um mundo cada vez mais intolerante. A tolerância faz com que todos possam expressar sua fé e isso não deveria ofender as pessoas. Liberdade religiosa.

Claro que existe uma tentativa de colocar a fé em guetos, excluindo do espaço público suas manifestações. Isso não é ser Estado laico, isso é ser Estado confessional ateu. Querem tirar a fé das televisões, dos partidos, de tudo. Podemos ter qualquer lixo na TV, mas o “lixo” religioso, não. Podemos nos candidatar a cargos eletivos dizendo que somos de esquerda, ou latifundiários, ou do Vasco ou até por sermos palhaços, mas dizer que é por sermos cristãos, isso não pode. Mas voltemos ao Neymar.

Outro ponto curioso é que neste país aplaudimos pouco as coisas certas. Quantos lembram que Neymar assumiu um filho de forma discreta e tranquila? Enquanto muitos atletas fogem de suas responsabilidades e um chegou até mesmo a matar a futura mãe, que bom exemplo nos deu o rapaz! Mas não, as coisas certas não contam. Parece que só tem graça falar dos erros e, através deles, desqualificar os acertos. Ou, alguém não considera “acerto” assumir sua fé e que os eventuais erros não impeçam as pessoas de exercer seus direitos tais como, no caso, o de expressão do pensamento e sua liberdade religiosa.

Quantos sonegadores do dia a dia, quantos que usam produtos piratas, quantos que não emitem notas fiscais devem estar se deliciando ao falar que Neymar deve à Receita... E por isso não poderia assumir sua fé apesar dos riscos. Riscos que vão desde as críticas ferozes (não a sua, a sua foi educada) até eventualmente perder patrocínios. Dentro de uma visão puramente comercial e de marketing, certamente seria falta de boa assessoria, mas dentro da visão cristã, é assumir Jesus. Jesus disse que aqueles que o confessarem diante dos homens serão confessados por Jesus diante do Pai. Não me parece ser, aqui, um erro de assessoria, mas uma escolha.

Jesus também disse que não se acende uma lâmpada para ela ser colocada embaixo da mesa, mas antes, deve ela iluminar. Jesus quer que sejamos sal e luz, e que o confessemos. Coisas bem religiosas em um tempo no qual o mundo está com má vontade com os religiosos e suas coisas. Não se pode ofender ninguém, salvo Deus; não se pode ter preconceito contra ninguém, salvo os crentes; não se pode desrespeitar ninguém, mas toleram muito bem o vilipêndio aos símbolos religiosos.

O postulado pós-modernista, materialista e relativista prefere que não se misture religião com mais nada. Nesse viés, faz sentido dizer que “cada um deve estar no seu tempo e lugar”. Mas Jesus diz que devemos misturar o que ele recomenda em todos os aspectos de nossa vida. Nessa ótica, sempre é tempo e lugar de render glórias a Jesus. É o que Jesus diz: Sejam brilhantes e usem isso para glorificar a Deus (Mateus 5:16). Uma forma de agir protegida pelos direitos humanos, anoto.

Todos os cristãos, mesmos sendo pecadores, devem render graças a Jesus. Nós o glorificamos no momento das vitórias e das derrotas. Penso que essa faixa, que já vem sendo usada desde antes dos tempos de patrocinadores poderosos, não é desnecessária e nem um erro de marketing. É uma escolha.


[1] Disponível em <http://blogdojuca.uol.com.br/2015/06/menos-brilhante-neymar-menos/>, acessado em 23.06.2015.

[2] Disponível em http://cultura.estadao.com.br/blogs/marcelo-rubens-paiva/neymar-100-mal-assessorado/ acessado em 23.06.2015

421 Comentários

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William Douglas, você fala com o coração, e não com a razão.

É desnecessário, sim, porque é ofensivo. Ao clamar por Jesus e agradecê-lo pela vitória, soa como se Ele tivesse preterido o outro time, como se tivesse feito uma escolha.

Agradecer uma vitória pessoal, como ter se formado na faculdade, é completamente diferente de agradecer pela vitória em uma competição entre pessoas. Isso faziam na antiguidade, em que você precisava mostrar que seu "deus" era mais forte que o do adversário. Hoje não, especialmente quando o adversário é da mesma religião.

Juca Kfouri foi muito feliz nos comentários, e me admira você vir a público indignado -- sim, indignado, porque ninguém escreveria um texto desse se não estivesse -- tomar as dores do jogador pelo comentário do jornalista, que não fez proselitismo algum, ao contrário de você.

As palavras de Juca foram no sentido de que manifestações pessoais de fé devem ser restritas ao ambiente que lhes é próprio, caso contrário devemos dar o mesmo direito a qualquer um de faze-lo. Acontece que nem todo mundo pode manifestar sua fé sem ser ridicularizado ou sofrer certa violência, a exemplo daqueles que não professam a fé cristã ou mesmo não tenham fé em crença alguma.

Também esquece que há pessoas que, apesar de religiosas, não tem Jesus em seus corações, não o querem e não o elegeram como profeta ou, sequer, o messias, como islâmicos e judeus.

Para evitar confusões nesse sentido, é bom não fazer alarde da própria fé, como se Deus o estivesse pessoalmente escolhendo e lhe dado a vitória em detrimento de outros, sejam da mesma religião ou não. É nesse sentido que não se deve misturar fé com esporte. E é aí um dos pontos em que religiosos são mais ridicularizados: a falta de sentido em agradecer a uma entidade não incorporada pela vitória sobre outras pessoas, levantando as mãos aos céus, como se estas fossem inimigas ou adversárias de um deus particular.

Por fim, você cita passagens bíblicas que só tem validade para quem é religioso. Você não vai atingir ou influenciar o ânimo de ninguém que não seja religioso com essas passagens. Sinto muito. É a mesma lógica do "vampiro judeu", que não foge da cruz quando a mostram a ele (apesar de engraçada, uma anedota popular de moral interessante). Tem o mesmo efeito em mim que alguém citando as passagens do Livro dos Mortos Egípcio: nenhum. continuar lendo

Acho temerário afirmar "William Douglas, você fala com o coração, e não com a razão". Será que ser religioso, confessar a Cristo, retira a razão de alguém? continuar lendo

Matheus, conversão acontece por decisão interna, não por influencia. Se você começar a pregar alguma passagem a alguém que não gosta de religião, o máximo que conseguirá é ser chamado de chato.

Conheço muitos ex "não-sou-religioso-de-forma-alguma" que se "converteram" por conta de algum acontecimento que eles acharam foi intervenção divina. O histórico geralmente é: estudantes abaixo de medíocres, quando jovens, que, na idade adulta, não conseguiam emprego. Engravidavam a namorada e, de uma hora para outra, começaram a tomar atitudes que deveriam ter tido na juventude: começaram a focar em si mesmos e no crescimento pessoal, estudando e sendo boas pessoas. Reencontram velhos conhecidos de escola e fazem as devidas comparações e chegam à conclusão óbvia: "me ferrei".

Com a dificuldade da vida na cara começam a procurar grupos de ajuda, geralmente encontrando na Igreja, onde realmente há pessoas muito boas. Alguém, que conhece outro "alguém", consegue-lhe um emprego e ele, mudado pela necessidade e pela responsabilidade de sustentar quem ama, procura um curso profissionalizante à noite. Completam o supletivo com muito esforço e depois vão dar seu testemunho na Igreja de como Deus mudou suas vidas.

Na minha vida, conheci vários "convertidos" assim. Vários. Todos estudaram comigo, e hoje pregam a palavra. Acho ótimo. Parabéns à Igreja (ao grupo de pessoas que a formam), que conseguiu incentivar mudanças tão profundas em pessoas, antes, medíocres, desinteressadas e irresponsáveis.

Mas isso não tem nada a ver com Deus, e sim com esforço próprio que, se tivessem tido no passado, não teriam chegado nem perto de serem as pessoas que se tonaram antes da "conversão".

Então, meu amigo, eles não converteram ouvindo a "palavra" mas, sim, por mudanças, pela decisão de mudar, que teriam ocorrido desde o começo, fossem as pessoas que decidiram se tornar depois dos reveses que a vida lhes passou.

Estudamos nas mesmas escolas, tivemos as mesmas dificuldades financeiras, os mesmos problemas familiares, moramos no mesmo bairro, mas, diferentemente, eu decidi desde jovem que meu caminho deveria ser de esforço pessoal, e que não poderia viver fugindo de aulas (alguns pulavam o muro da escola) pra procurar garotas disponíveis pelo bairro, tocar violão e fumar um baseado. Estudei em universidade pública, passei em concursos e aqui estou eu, ateu, que credito tudo a mim mesmo e à sorte (sorte = preparação + oportunidade). continuar lendo

Sâmua, eu falei especificamente para o William Douglas, não para todos os cristãos, porque há cristãos que concordam comigo. Só isso. continuar lendo

Eduardo, você assume que Neymar tenha usado a faixa para mostrar que Jesus fez com que ele ganhasse a competição (partida), no entanto vejo que foi uma maneira de ele professar sua fé diante da alegria da vitória.

Na minha opinião quem vê atitudes como essas como ofensivas é porque não está aceitando a liberdade (de expressão) religiosa.

A respeito da conversão, penso que, se eu creio em algo e tenho convicção de que aquela é a verdade para mim, tenho uma missão de espalhar essa convicção para as pessoas pelas quais me importo, pois se creio em algo como verdade, não vou querem que meus próximos vivam numa mentira. Se guardar minha fé somente para mim seria o mesmo que dizer que minha fé é superficial e insossa. A partir do momento que espalhamos nossa fé, aí sim a pessoa que ouve tem o direito de decidir se aceita seguir ou não, sem violência, sem ofensas, sem preconceitos. Expressar a fé e tentar influenciar outros deveria ser uma prática de todas as crenças. continuar lendo

Concordo plenamente com você! continuar lendo

"Isso faziam na antiguidade, em que você precisava mostrar que seu deus era mais forte que o do adversário. Hoje não, especialmente quando o adversário é da mesma religião." ...Me explica essa de "na antiguidade" , quer dizer que lá atrás haviam vários deuses e todos "morreram" , "foram demitidos", ou sei lá o que aconteceu, e agora só tem 1 (um)? Já a questão que Deus é um só para todas as religiões isso esta correto, mas, será que ele esta feliz com o que todas as religiões fazem? exemplo, os cristãos seguidores não matam uns aos outros, porque é mandamento de Deus, quem o faz não é cristão, já no Islamismo fazem isso e acham que estão certos, e aí, será que Deus esta se agradando disso? continuar lendo

Anderson,

Você está sendo muito otimista esperando essa atitude de Neymar. Não, ele fez agradecendo a vitória, sim, como alguns cristãos fazem quando ganham uma competição. Não é por "marketing" a Jesus; é um ato de agradecimento sincero, porém ofensivo a quem está de fora. "Veja, eu sou fiel a Deus e Ele foi fiel a mim, me concedendo a vitória".

Sobre a questão da conversão, experimente ouvir uma pregação de uma pessoa cuja religião você eventualmente despreze. Olhe para si e veja se realmente você conseguiria ouvir de bom grado "a palavra" pregada por esse cidadão: "estou aqui para lhe mostrar as virtudes de ser um seguidor de Bhaktivedanta Prabhupada". Ou: "visite nossa associação em nome de Oxumaré, fazemos sessões de incorporação todas as sextas".

Eu vou ser sincero: eu odeio esse tipo de coisa. E é nesse sentido que a liberdade não pode ser sem limites, para qualquer um, tanto para cristão, que acha que a "palavra" a ser divulgada é a de Jesus, quanto qualquer outro, com a mesma boa índole de espalhar "graças" pelo mundo, porém de religião diferente. continuar lendo

Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos

CONSTITUIÇÃO DA REPUBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988 TÍTULO II
Dos Direitos e Garantias Fundamentais
CAPÍTULO I
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; VI - e inviolável a LIBERDADE de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias; CONVENÇÃO AMERICANA DE DIREITOS HUMANOS (1969)*

(PACTO DE SAN JOSÉ DA COSTA RICA) Artigo 12 - Liberdade de consciência e de religião

1. Toda pessoa tem direito à liberdade de consciência e de religião. Esse direito implica a liberdade de conservar sua religião ou suas crenças, ou de mudar de religião ou de crenças, bem como a liberdade de professar e divulgar sua religião ou suas crenças, individual ou coletivamente, tanto em público como em privado.

2. Ninguém pode ser submetido a medidas restritivas que possam limitar sua liberdade de conservar sua religião ou suas crenças, ou de mudar de religião ou de crenças.

3. A liberdade de manifestar a própria religião e as próprias crenças está sujeita apenas às limitações previstas em lei e que se façam necessárias para proteger a segurança, a ordem, a saúde ou a moral públicas ou os direitos e as liberdades das demais pessoas.

4. Os pais e, quando for o caso, os tutores, têm direito a que seus filhos e pupilos recebam a educação religiosa e moral que esteja de acordo com suas próprias convicções. Artigo 13 - Liberdade de pensamento e de expressão

1. Toda pessoa tem o direito à liberdade de pensamento e de expressão. Esse direito inclui a liberdade de procurar, receber e difundir informações e idéias de qualquer natureza, sem considerações de fronteiras, verbalmente ou por escrito, ou em forma impressa ou artística, ou por qualquer meio de sua escolha.

2. O exercício do direito previsto no inciso precedente não pode estar sujeito à censura prévia, mas a responsabilidades ulteriores, que devem ser expressamente previstas em lei e que se façam necessárias para assegurar:

a) o respeito dos direitos e da reputação das demais pessoas;

b) a proteção da segurança nacional, da ordem pública, ou da saúde ou da moral públicas.

3. Não se pode restringir o direito de expressão por vias e meios indiretos, tais como o abuso de controles oficiais ou particulares de papel de imprensa, de frequências radioelétricas ou de equipamentos e aparelhos usados na difusão de informação, nem por quaisquer outros meios destinados a obstar a comunicação e a circulação de idéias e opiniões.

4. A lei pode submeter os espetáculos públicos a censura prévia, com o objetivo exclusivo de regular o acesso a eles, para proteção moral da infância e da adolescência, sem prejuízo do disposto no inciso 2.

5. A lei deve proibir toda propaganda a favor da guerra, bem como toda apologia ao ódio nacional, racial ou religioso que constitua incitamento à discriminação, à hostilidade, ao crime ou à violência. SE AINDA ESTIVER DIFÍCIL DE ENTENDER A GENTE PODE DESENHAR PARA VOCÊ Eduardo Siqueira!!!!! continuar lendo

O assunto aqui é Liberdade Religiosa, ou seja, o Neymar sendo uma pessoa pública, não pode expôr a fé dele?
Lamentável o comentário do Juca Kfouri, lamentável o cometário de Marcelo Rubens Paiva, lamentável o seu. continuar lendo

Se fosse um jogador comum, nem Juca nem ninguém se importariam. Como o Neymar é famoso, muito famoso, Juca e o outro pegaram a "cauda do foguete" e querem aparecer.

A própria Constituição dá ao brasileiro o direito de escolher a forma e a maneira de escolha da religião que quer seguir.

Pergunta ao sr Juca e outro:
O Neymar e o pai mantem uma escola para crianças carentes.
O que os srs fizeram ate´ agora por qualquer criança ?

Como diz o jornalista da Pan Flavio Prado, "VAO SE CATAR" continuar lendo

Luciano Silvapires,

Você não entendeu o sentido do que publiquei. Basicamente: se você chama o direito para si, deve estendê-lo a todos.

Nesse sentido, se v. pede o direito de propagar sua fé, você deverá suportar qualquer tipo de manifestação religiosa da qual, eventualmente, não tenha apreço, ou mesmo um grande desprezo.

Se quer evitar isso, então deve resguardar seu direito também.

E, não, não precisa desenhar, obrigado. Eu entendi aonde quis chegar, infelizmente a recíproca não foi verdadeira. continuar lendo

Eduardo,

Vc diz que "agradecer uma vitória pessoal, como ter se formado na faculdade, é completamente diferente de agradecer pela vitória em uma competição entre pessoas".

Por essa lógica, agradecer porque eu me formei não seria ofensivo àqueles que não passaram no vestibular? Ou, se eu conseguisse um emprego e pedisse para celebrar uma missa em gratidão, não seria ofensivo àqueles que competiram pela mesma vaga que eu?

A religião é parte de quem a gente é, por isso é tão normal falar de Deus.

William Douglas, adorei seu texto! continuar lendo

onde assino??

Deus é justo??
Se sim, ele não ajuda somente uma parte, correto?

Se não, o campeonato Baiano nunca teria um campeão e todos os jogos seriam com o resultado "empate". continuar lendo

Se o Neymar escrevesse na testa "100% Gay", a sua colocação seria homofófica, certo? Já que você declarou que o jogador foi ofensivo. Seguindo nesta linha de raciocínio haveria uma legislação específica para homofobia.
Em breve, acredito numa legislação voltada a cristofobia. Discutir religião, política e futebol sempre será desta forma... lamentável. continuar lendo

Marcelo Gurgel da Silva,

Fiz outros comentários por aqui, procure por eles e verá que a intenção não foi essa. continuar lendo

Danusa D,

É por isso que falei "se formar na faculdade" e não concorrer no vestibular. continuar lendo

não consegui ler seu texto tudo Sr Eduardo. Ser agradecido a Jesus não significa que ele ficou de um lado de um time, significa apenas ser agradecido. continuar lendo

Juca Kfouri, este sim, precisa...precisa de verbas governamentais para defender o indefensável, precisa aparecer na mídia para tentar evitar se tornar um comentarista medíocre, precisa, enfim, fazer seu "network", e sem dúvida, usando um "gancho" tão poderoso quanto ao de Neymar, vale a pena ao Juca ser polêmico, até mesmo sem nenhuma razão para dizer a asneira que disse. Disse apenas para não ficar calado (o que teria sido bem melhor), afinal, um comentarista tem que "comentar", embora não precisasse dizer asneiras...mas....todos querem seus "5 minutos de fama", e ele obteve um pouco mais do que cinco minutos, portanto, atingiu seu objetivo.
Todos sabem que o Juca vem defendendo de maneira muito veemente o atual governo, e todos devem saber também, quais os interesses que o motivam. Mas, vejamos.... a ideologia deste governo, que deveria ser a mesma do "seu Juca defensor", leva-os a serem descrentes em relação à religiosidade, então, seu Juca, vá comentar sobre aquilo que entende um pouco mais, fale sobre futebol que fica melhor para você, afinal, é nisto que deveria tentar demonstrar sua competência, e não criticar as crenças ou religião de ninguém...

Como já foi dito, Neymar não estava homenageando seus fãs ao "render-se" à sua fé, homenageava a Jesus... e ca entre nós, ele pode...ele pode homenagear a Jesus, homenagear aos seus pais, ao seu filho ou a quem ele quiser, é livre para isto.... continuar lendo

Discordo totalmente. Quer dizer que ao agradecer a Jesus por ter passado em um concurso, estarei insinuando que Jesus estava mais do meu lado do que do meu concorrente? Essa hipocrisia religiosa já tem passado dos limites, se ele tivesse usado uma faixa usando somente a palavra "Fé" teria ofendido os ateus? São só polêmicas para vender jornais, nada mais. continuar lendo

Queria ver o Neymar ou qualquer um usando uma a faixa igual depois dos 7x1.

Ou será que jesus só aparece nas vitórias?

Acho que se não fosse Jesus ali tinha sido de 10, mas ninguém lembrou de dar toda a honra e glória pra Jesus, ó criaturas de pouca fé. continuar lendo

Diego Vinicius,

Sim, estaria. "Obrigado, senhor, por ter me feito passar neste concurso". Sim, ao agradecer, você o coloca como seu "Jesus pessoal", seu defensor, esquecendo que Cristo é universal e não mero atendente de pedidos pessoais. Melhor, mais justo e honesto é creditar a vitória ou a derrota somente a si mesmo. continuar lendo

Concordo com você, Eduardo.
Liberdade religiosa é uma coisa, expor a religião para se promover é outra.
As duas coisas podem ser separadas por uma linha tênue, como neste caso citado, ou muito claramente, como nos casos de políticos que se utilizam disso para angariar votos e, de maneira extrema, no caso do Estado Islâmico.
Em muitos casos, como este, cabe discussão, E acredito que os jornalistas colocaram suas opiniões (liberdade de expressão). Aliás, o texto do Sr. Willian também é cabível de discussão e interpretação (estaria ele se promovendo?).
Muitos se sentem ofendidos porque acham que discordar com o ato do Neymar é uma atitude de cristofobia. Como se discordar de alguém com uma faixa "100% Jesus" seria discordar do próprio Jesus. São tão ignorantes e intolerantes quanto aqueles a quem atacam (ou de quem sofrem ataques).
Sou cristão e concordo com boa parte do que o Juca escreveu. E para aqueles que gostam de textos bíblicos:

Mateus 6:5
E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa.
Mateus 6:6
Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.

Se nós, religiosos, praticássemos tanto quanto e como pregamos, teríamos um mundo muito melhor. continuar lendo

Talvez se O Sr. Neymar estivesse publicando em sua testa uma outra ideologia que agradasse aos senhores de renome, as notas seriam de excelência. Porém o que este pública contraria estes tais. que se acham os cerebros brilhantes, cuja ideologia particular necessita de reconhecimento, e na eterna busca desta glória, defendem sempre o que sua massa o aplauda, não considerando o fato de que existam ainda pessoas pensantes, continuar lendo

Eduardo Siqueira, você disse:

"...é um ato de agradecimento sincero, porém ofensivo a quem está de fora."Veja, eu sou fiel a Deus e Ele foi fiel a mim, me concedendo a vitória"."

Vou dizer poucas palavras: gratidão para o Cristão é um sentimento expresso na alegria e na tristeza. Se Neymar tivesse perdido e mesmo assim colocado a faixa "100% Jesus" na testa... Você falaria o quê? Muitos jogadores já vestiram camisas que professavam sua fé, perdiam a partida e mesmo assim, no final do jogo, as deixavam à mostra. Essa ideia de que a atitude de Neymar foi ofensiva está ligada à intolerância sobre a manifestação da fé. continuar lendo

!) "Passagens bíblicas só tem validade para quem é religioso..." Partindo do princípio de um dos mandamentos o "não matarás", então o sistema penal brasileiro que pune assassinos está errado? Passagens bíblicas são um manual para a vida do ser humano. Estude a Bíblia e viva melhor.
2) O estado brasileiro é laico, mas dizer que é laicista é hipocrisia, haja vista a quantidade de estatuetas de santos das repartições. Quando aparecem agradecimentos católicos a Maria ninguém fala nada, agora quando aparece alguém com 100% Jesus" é execrado? Dois pesos e suas medidas? TEOFOBIA? continuar lendo

Eduardo Siqueira. Não deves perdem tempo. A paranoia é geral. O próprio articulista desconhece que a bíblica é o livro sagrado dos judeus. Ela nada, absolutamente nada, tem haver com o cristianismo. continuar lendo

Balmes Neves,

? Li e reli seu texto duas vezes e, desculpe, não encontrei a relação que o senhor pretendia fazer no item 1. Tenho certeza que quis fazer uma analogia, mas o resultado, para mim, chegou despercebido.

1) o que a Bíblia tem a ver com matar ser crime? O senhor quis dizer que o Direito Penal se baseou na Bíblia? Não matamos porque a Bíblia o disse? Bem, não matar é uma convenção social positivada no Direito que existe até em sociedades ateias. O comunismo, por exemplo, não aceitaria o ato de matar como não sendo crime. É crime, mas tenho certeza que não se basearam na Bíblia pra chegar a essa conclusão. continuar lendo

Caro Eduardo Siqueira,

imagino que o Sr. deve ser um homem muito correto nas suas condutas, entretanto, há coisas que nas nossas vidas são explicadas somente por um Deus Eterno e Soberano. Talvez o Sr. não tenha vivido momentos que precisasse de uma força sobrenatural, além da humana, pois nós humanos somos limitados, principalmente na hora que a saúde debilita e os médicos não podem fazer mais nada. Eu creio que todo ser humano consciente, que chega nesta hora, ele se depara diante da mediocridade de que poderia e conseguiria todas as coisas pela sua propria força, pois há uma que ele não consegue sem Deus, a vida. Diante disto lhe digo que busque as explicações da vida aqui na Terra, sobre o Criador, meditando na Biblia que encontrará as respostas sobre o que estamos fazendo aqui neste lugar, porque e para que estamos vivendo aqui, pois existem somente os dois caminhos o que leva a morte e o que leva a vida eterna. Que Deus te abençoe. continuar lendo

Simplesmente Inspirado!! Parabéns ao autor... continuar lendo

Lamentável que haja intolerância religiosa. Imaginemos os "Neymar" do mundo inteiro usando uma fita "Infinitamente Jesus". Lamentável mesmo, concordo Carlos Piola. continuar lendo

Excelente comentário. continuar lendo

Sobre o trecho da constituição:
"é inviolável a LIBERDADE de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;"
Me corrijam se estiver errado, mas a LIBERDADE é de CONSCIÊNCIA e de CRENÇA, ou seja, é livre a CRENÇA e a CONSCIÊNCIA, então o neymar tem liberdade em sua CRENÇA e o Juca também é livre em sua CONSCIÊNCIA. continuar lendo

Eduardo Siqueira, "parabéns" pela sua arrogância. Você se acha tanto que se dá ao direito de chamas os outros de medíocres.
Parabéns pelo seu esforço pessoal, mérito seu se conseguiu alguma coisa na vida, seja lá o que for.
No entanto isso não te dá o direito de julgar ninguém. E não se iluda, não temos mérito em nada que fazemos, Deus está presente em tudo, acredite você ou não. Uma vida sem Deus é uma vida vazia, não importa quanto dinheiro você tem, nada paga sua paz interior.
E, como alguém acima bem disse, a discussão é sobre a liberdade religiosa, que você quer tolher por se sentir ofendido.
Parabéns, o mundo gira ao seu redor. continuar lendo

Luis Chaves,

Era a constatação geral de todos. Arrogância é quando há uma comparação injusta, fora de contexto, sem levar em conta diversas varáveis. Eu não tenho nenhum receio em adjetivar de medíocres pessoas (alunos) que pulavam muro da escola pra fumar "unzinho" pela vizinhança. Fora o "bullying", que faziam com quem achavam que eram diferentes deles.

E se você se concentrou somente nessa parte, infelizmente perdeu a oportunidade de verificar o que contei ao longo de todo o texto: das boas pessoas da Igreja que transformaram pessoas medíocres em pessoas melhores, focadas e de sucesso.

Você está muito concentrado em apenas combater, sem analisar a situação. Ficou pessoalmente ofendido por não ter visto um elogio a Deus? Sinto muito. Releia, por obséquio.

E só para constar: minha filha estuda em escola religiosa por decisão minha. Não empurrei nela meu ateísmo. Se no futuro optar por esse caminho, isso é decisão dela. Não houve catequese de minha parte. A comunidade de pessoas na Igreja é ótima e ela aproveitará isso. Quanto a Deus, sinto muito... isso não é comigo.

Saudações. continuar lendo

Creio que seja um tanto quanto precipitado afirmar que o autor do post tenha agido com a emoção e não com a razão. Será que as pessoas realmente leram a publicação aplicando o concernente da hermenêutica jurídica que nesse caso fica sim, evidente o uso de embasamento jurídico pelo juiz. Posiciono-me respeitando opiniões alheias. Ainda assim, não posso deixar de por em prática uma leitura vertical irradiada pelos preceitos constitucionais existentes. Não podemos agir com sangue nos olhos, de maneira a criticar a visão alheia, pois o certo e o errado variam conforme a perspectiva. Tudo é relativo! E até que surjam provas de que tenha sido um golpe de marketing, ou algo do tipo, qualquer proposição é considerada de mau grado. Pois qualquer hipótese levantada sem provas se perde em meio a luz da dialética analítica evolutiva na nossa sociedade. Respeito sua posição, no entanto temos embasamento jurídico em leis infraconstitucionais e principalmente em tratados e na própria constituição que torna nítida a incoerência de criticar uma atitude, que nada mais foi do que o exercício de um direito.

CF: Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; VI - e inviolável a LIBERDADE de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias; CONVENÇÃO AMERICANA DE DIREITOS HUMANOS (1969)*

(PACTO DE SAN JOSÉ DA COSTA RICA) Artigo 12 - Liberdade de consciência e de religião

1. Toda pessoa tem direito à liberdade de consciência e de religião. Esse direito implica a liberdade de conservar sua religião ou suas crenças, ou de mudar de religião ou de crenças, bem como a liberdade de professar e divulgar sua religião ou suas crenças, individual ou coletivamente, tanto em público como em privado.
(Dentre outras inúmeras fontes de direito consideradas legais) continuar lendo

E se Neymar agradece a Jesus não porque derrotou um adversário, mas porque alcançou sucesso profissional? (coisa que pouquíssimos atletas conseguem alcançar). Lamentável a tentativa de impor crenças, de censurar. continuar lendo

"Matheus, conversão acontece por decisão interna, não por influencia. Se você começar a pregar alguma passagem a alguém que não gosta de religião, o máximo que conseguirá é ser chamado de chato."

Os indivíduos querem ser aceitos por suas ideologias, no seu caso, se reputa por racional para tal. Só que a escolha do atleta aqui, já que assim considera a razão, é mais racional ainda, porque vem da própria experiência e como expõe Kant (último racionalista pós-moderno) aquilo que você conhece como ciência pura "a priori" não vem senão da própria experiência seja ela nata ou transcendental.

Aqui está a dificuldade. Ninguém deve se calar, porque "há pessoas que não tem Jesus em seus corações, não o querem e não o elegeram como profeta ou, sequer, o messias, a ver pelos islâmicos e judeus."

Sei que há essas pessoas, mas devo considera-las em detrimento daqueles que necessitam da solução que eu tenho? Em nenhum momento.

Se outros antes de mim tivessem restringido a sua 'fé', nunca o teria conhecido e nunca faria outros conhecerem.

Pedir o direito para si é estendê-lo a todos. Que assim seja, vejo muita vantagem, pois a verdadeira emancipação, através do conhecimento (que é loucura para este mundo) está aí e não é imposto a ninguém. continuar lendo

Me desculpe Eduardo, mas toda esta balela esta me parecendo mais um desabafo de frustração do que convicção. Ok, posso até ver um sentido lógico que pessoas "medíocres", "desinteressadas" e "irresponsáveis", se ergam por incentivo de grupos, segundo opinião sua, que não comungo, e não por Deus, então o que dizer de médicos, advogados, engenheiros e tantos outros que acredito que o senhor não os considere "medíocres", desinteressados", irresponsáveis", pessoas com um alto grau de intelectualidade, será mesmo que são influenciados a seguir e de não ter que se envergonhar de sua fé, por pura influência de grupos bondosos? O que um grupo bem intencionado poderia oferecer para pessoas de sucesso e realizadas profissionalmente? Mais uma vez me desculpe, de um tempo na leitura, vídeos e palestras e pratique mais e verá que a realidade da pratica é diferente da literatura dos que não creem. Visite um viaduto em São Paulo/SP e convença uma daquelas pessoas que estão esquecidas pela sociedade com uma palestra de auto estima, técnicas de conquistas e de sucesso com apenas o revestimento de conhecimento e persuasão, e veja o que acontecerá, depois volte lá despojado de sua frustração e apresente a Jesus Cristo para você ver, mas só se tiver coragem para enfrentar realmente esta sua tese. continuar lendo

Matheus Soares,

Não há impedimento à fé de ninguém. Meu texto é mais no sentido de que ofende aos demais clamar por Deus em esportes de competição, porque entende-se que houve preferência do Criador sobre um grupo particular em detrimento de outro. Viu a luta de Yoel Romero, agradecendo a Deus pela vitória sobre Lyoto Machida? Ou de Edson Barboza, quando deu um chute rodado, agradecendo a Deus igualmente? Fica estranho e engraçado ao mesmo tempo.

Eles estava realmente agradecendo pela sucesso, como qualquer soldado faria dois mil anos atrás, diante de sua vitória sobre uma nação inimiga (consegue imagina-lo coberto de sangue inimigo, ajoelhado e com as mãos levantadas em agradecimento?) e não fazendo "marketing" para Jesus, no sentido de que todos deveriam conhecer as "boas novas".

Até porque Deus pode existir, mas não está necessariamente do seu lado.

Agora, dar testemunho em Igrejas, reunir-se com grupos em locais públicos para espalhar o Evangelho, etc, nada contra, muito pelo contrário.

As interpretações dos foristas estão indo muito pelo lado pessoal, além de extensivas demais. continuar lendo

Pedro Carlos de Alencar Carvalho,

Você fala como se médicos, engenheiros, pessoas de sucesso em seus trabalhos de modo geral, fossem imunes a quaisquer tipos de problemas pessoais e que não precisassem de apoios de grupos também. Você agregou tudo numa única variável: "eles não não medíocres, então não estão lá para obterem êxito", quando há diversas outras a se considerar. Há outros motivos que levam pessoas de sucesso a se juntarem a grupos.

O Vigilantes do Peso tem certo sucesso em seu processo de levar pessoas ao emagrecimento sem nenhum cunho religioso. O apoio social é evidente para isso. Todos querem ser "aprovados" pelos demais. O homem adora o "pertencimento"; sentir-se agregado e aceito por um grupo. Saber que não está só. E para isso precisa adotar a doutrina do grupo, senão é marginalizado. Os fanáticos de todo tipo são um indicativo relevante disso, mesmo sem religião no meio: se v. pensa diferente, é visto com desconfiança, até chegar ao ponto de ser expulso. Como ninguém quer isso, inconscientemente deixará de lado seu discernimento, aceitando algumas coisas que, não estivesse no grupo, tentariam antes pensar a respeito sobre se as premissas são válidas ou não.

Grupos de ajuda funcionam quando atacam aquilo que muitos viciados desejam quando vão ao encontro do vício: prazer (alguns, por algum tempo até chegar ao ponto em que o vício deixa de ser prazer, culminando no fracasso do corpo e eventual suicídio) e fuga (de problemas que não conseguem enfrentar diretamente).

Esses grupos, mesmo sem base científica, conseguem certo sucesso na recuperação de viciados porque mudam hábitos, e o viciado é uma máquina ambulante de maus hábitos. Vivem num "loop" infinito (até a morte interromper) de processos repetitivos até chegarem à "recompensa" (prazer, fuga momentânea).

Se você consegue mudar o "gatilho psicológico" que leva alguém ao vício, ele muda a rotina. O gatilho de meus ex companheiros de escola foi a necessidade evidente de mudança em decorrência da nova família, que agora tinham de sustentar. O vício mudou porque um gatilho mais forte se apresentou. Eles procuraram ajuda e encontraram na Igreja. Poderia ter procurado ajuda num grupo não religioso e obtido sucesso igualmente, basta que a condução seja feita pelo mesmo processo: encontre o "gatilho", mude a rotina e mudará o hábito.

O A.A. (hoje uma instituição quase religiosa), no processo de doze passos, é sinônimo de sucesso para "salvar" pessoas viciados de todos os tipos: jogos, álcool, sexo, drogas, tabagismo, etc. Incluiram Deus no programa porque a crença de que há uma entidade suprema que tudo controla e dá apoio é muito poderosa. Veja: "há um ser supremo que cuidará de você; não se desespere; basta seguir os passos". No fim, essa pessoa segue os passos de um programa que muda hábitos. Ela mudará e creditará isso a Deus, evidentemente. Para aqueles que não conseguirem, uma desculpa especial será encontrada, claro, porque Deus não poderá ser o culpado do insucesso.

No futuro, quem sabe, aturdido pelo desespero, eu buscarei a religião para me confortar e direi a mim mesmo que estive errado no passado, claro, para que a conversão pareça real. Meu cérebro criará mecanismos para que eu não fique louco ou não me suicide e a crença de que há uma esperança me reconfortará. E isso será sincero, acredite, porque meu cérebro vai fazer com isso pareça real. Mas agora, lúcido, eu sei como as coisas acontecem. E, com sinceridade, eu preferiria viver nessa ilusão religiosa de vocês, de que há uma entidade que cuida de tudo. Seria até melhor.

Saudações. continuar lendo

Ofendido com uma faixa? Recomendo terapia! Sem esquecer de uma boa dose de tolerância. continuar lendo

"Eu agradeço a Ogum, Tranca Rua e Exu Marabô por ter conseguido concluir minha faculdade, por ter saúde, por ter conseguido comprar meu carro e meu jetski."

Se fizer isso em rede pública, será que seria respeitado pelos que defendem a "liberdade religiosa"? continuar lendo

Infelizmente , não ! continuar lendo

Infelizmente, nesse caso , a recíproca não é verdadeira ! continuar lendo

Como a Virginia disse, infelizmente não. Mas isso não é motivo para não respeitar o direito do próximo (e não estou insinuando que disse isso).

Claro que temos que lutar para que seja uma via de duas mãos, pois não é o que ocorre atualmente (afinal, temos uma Bancada Evangélica.... só isso já mostra o quão errado estão as coisas) continuar lendo

Olá, Fábio.
Achei pertinente a sua pergunta. Tenho uma resposta e uma constatação.

Resposta: Os que defendem a liberdade religiosa certamente te respeitariam. Poderiam achar até estranho, mas te respeitariam.

Constatação: Entretanto, há aqueles que, mesmo sendo religiosos, achariam estranho e provavelmente não te respeitariam, porque não entendem que liberdade religiosa é para todos. Outros há que não são religiosos, não defendem a liberdade religiosa e não respeitariam nem a você nem a ninguém, pois ignoram que manifestação religiosa, seja ela de qualquer vertente, é um direito constitucional do cidadão brasileiro e ninguém pode impedi-lo de fazer, especialmente em local público. E percebo que há muitos desses fazendo comentários aqui.

Que Jesus te abençoe! continuar lendo

Com certeza Malafaia publicaria um vídeo no YT a respeito disso e, com mais certeza ainda, não seria parabenizando você. continuar lendo

Pelo Juca Kfouri provavelmente não continuar lendo

Espetacular sua colocação! continuar lendo

Meu caro Fábio. Vendo a história do povo Judeu, veremos que em muitos momentos estes trocaram o seu Deus por outros deuses, e nem assim deixaram de ser os escolhidos.
Você tem algo que todos os homens receberam, o direito de escolha, e isto foi impetrado por aquele que o criou.
Por isto, não somente as leis humanas te dão este direito. Só vale lembrar que seremos eternamente recompensados pelas escolhas que fazemos, e uma formação, saúde e bens materiais são insignificantes se comparado ao eterno.
Você é livre, mais eu me fiz escravo. continuar lendo

Me perguntei o mesmo. Imagine se for manifestar falta de crença. =) continuar lendo

Todo Cristão não só respeita como defende o direito de opinião do outro. É o livre-arbítrio. Só foi por ele que Cristo veio à terra e morreu. Para eu, tu termos o direito de decidirmos sobre nossas vidas, pensamentos e atos. Só não conseguimos decidir sobre as consequências de nossos atos. Mas sempre há o perdão. Repito: por isso Ele veio à terra. Mas o perdão só o tem quem o deseja e muda de rumo. Mas fiquem tranquilos: Deus, o Criador de todas as coisas, faz chover sobre justos e injustos (nesta vida). Ele não faz acepção de pessoas. Mesmo que o matem. continuar lendo

Eu li acima sobre constituição e direito a confessar a própria fé, então porque muitos cristãos não me permitem ser batuqueiro, me agridem, e tentam aprovar leis nos proibindo de realiarmos nossos cultos ancestrais, muito mais antigos que o cristo deles, aliás nos batuqueiros ensinamos e salvamos Moisés e sem ele, não haveria Jesus um NEGRO JUDEU, aliás se escreve assim J + ESU + S entenderam, ESU = EXU, o que traz a boa nova, segundo IFÀ. continuar lendo

Oremos ao Pai:

Senhor Jesus, toda honra e toda a glória e a expressão da nossa gratidão por este momento ímpar em nossa vida. Estamos na tua casa, a tua família está reunida e estamos prontos para ouvir a voz de Deus, e eu sei, Senhor, que como Tu inspiraste o meu coração ao começarmos a abordar este assunto, em Portugal e, agora, ele terá uma dimensão muito maior e falarás a todos os corações, não só aqueles que, aqui, vieram, para celebrar o Seu culto, para serem pastoreados, para serem ensinados, para serem valorizados, mas, também, para aqueles que estão assistindo pela internet, aqui, no Rio de Janeiro, no Brasil, nas Américas, na Europa, em Portugal, na China. Temos uma multidão que vai aprender, hoje, o significado desta palavra: “Em tudo daí graças!”. Em nome de Jesus e o povo do Senhor diga: amém e amém. continuar lendo

Parabéns pela exposição e coragem do Mestre William Douglas no caso Neymar. Confesso que quando vi o Neymar com aquela faixa homenageando Jesus fiquei perplexo, entretanto, em uma breve análise não me espantei, pois, de um gênio pode-se esperar coisas que pessoas comuns não fazem. E, uma delas é no meio de uma comemoração de um título de tamanha envergadura, Neymar ousadamente aparece com a faixa para homenagear aquele que merece todas as homenagens, JESUS CRISTO! O maior exemplo de vida deixado pela humanidade. Parabéns Neymar e Willian Douglas pela coragem em defender o jogador que ao invés de se exaltar o fez a Jesus. continuar lendo

Neymar é um gênio? continuar lendo

No que ele faz considero gênio Suelen. continuar lendo

Parabéns pelo artigo, também gostaria de endossar dizendo que há uma aversão e ódio quando se professa a fé cristã, muitos veem isso como partidarismo. O apóstolo Paulo já dizia a Timóteo: "De fato, todos os que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos." 2 Timóteo 3:12 continuar lendo

concordo com vc Anderson..totalmente..nem precisa de mais...somos livres...vivemos num pais livre..desde que nao ofenda e na o interfira no direito do outro, podemos andar com o que quiser na cabeça..eele atribuiu seu sucesso a Jesus , isso é fé..e por isso ele está errado?? com tanta coisa pra se indignar no mundo o ser humano ignorante vai se indignar com um faixa que engrandece Jesus, aquele q morreu por nos?? que isso hein... continuar lendo

A começar pelos cristãos que perseguem outros cristãos. De nada adianta apenas professar a Fé sem vivê-la através das ações. Até os demônios sabem o Credo. continuar lendo